João
Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo
(MG) em 1908 e foi para Belo Horizonte estudar
no Colégio Arnaldo e depois ingressou
na Faculdade de Medicina de Minas Gerais.
Atuou como médico voluntário
da Força Pública, por ocasião
da Revolução Constitucionalista
de 1932, exercendo a profissão até
1934, quando ingressou na carreira diplomática,
tendo servido na Alemanha, Colômbia e
França.
Sua primeira obra foi Magma,
um livro de poemas, com o qual obteve um prêmio
da Academia Brasileira de Letras.
O livro ficaria inédito.
Estreou para o público, de fato, em 1946
com um livro de contos que se tornaria um marco
em nossa literatura: Sagarana.
Com o romance Grande Sertão:
Veredas a consagração se estabelece.
Veredas um romance atípico
que retrata dois personagens.
Um que fala e outro que escuta.
Quem fala é Riobaldo um jagunço
aposentado, que conta como foi sua vida. Quem
ouve é o “doutor”, um “senhor”
da cidade que visita o sertão.
O livro causa enorme impacto
e seu autor passa a ser visto como um caso único
na literatura brasileira.
Seus livros são traduzidos
no mundo todo.
Eleito para a Academia Brasileira
de Letras em 1963, só tomaria posse em
16 de novembro de 1967, e morreu três
dias depois de enfarte.
No seu discurso de posse, em
algumas passagens o escritor parece sentir a
morte. "A gente morre é para provar
que viveu. (...) As pessoas não morrem,
ficam encantadas." "O vento experimenta
o que irá fazer com sua liberdade..."
(turbulência) "O mais importante
e bonito do mundo é isto: que as pessoas
não estão sempre iguais, mas que
elas vão sempre mudando."
Guimarães
Rosa com seus gatos, uma de suas paixões,
em 1944