O
tango nasceu nos subúrbios de Bueno
Aires, com uma mistura de ritmos trazidos por
imigrantes e vivamente tocado nos cabarés
e bordéis da bela Argentina de 1880.
A dança considerada indecente e muito
sensual, onde o casal deveria executá-la
muito junto, não era aceita naquela época,
e muitas vezes era comum ver um casal de homens
dançando simplesmente por não
ter uma companheira audaciosa para quebrar
os tabus da sociedade contra o tango, que se
tornaria um dia a mais bonita dança
de salão do mundo.
O tango era considerado
dança de pobres e de prostitutas que
aceitavam aqueles passos tão grudados.
Com o passar dos anos o tango
chega a Europa e se torna um sucesso.
Mas antes,
teve que
passar pelo olhar crítico do Papa, que
mesmo achando ousado demais, permitiu a dança
entre seus devotos. Só assim ele passou
a ser aceito pelas famílias mais ricas
da Argentina.
A melodia mistura violino, violão
e bandoneón.
Carlos Gardel, um francês
de Toulouse, que foi morar na Argentina com
apenas dois anos de idade, inventou o tango-canção
e passou a divulgá-lo para o mundo todo.
No auge do sucesso Gardel morre
num acidente de avião em 1935, aumentando mais o
sucesso do tango onde tragédias, boêmia,
cavalos e obscenidades faziam parte das letras
de tango.
Em 1950 Astor Piazzolla dá um
novo impulso modernizando os compassos harmônicos
do tango clássico.
As milongas são
conhecidas como as casas de dança de
tango, mas também como as melodias derivadas
do flamenco, das salsas cubanas, e lógico
do tango, também são tradicionais
no Rio Grande do Sul – Brasil.
Para se
dançar um bom tango, uma frase basta:
El dia que me quieras...